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A força do caqui piedadense

16/05/2019


Texto e fotos por Daniel Miyazato

Uma estátua de Nossa Senhora da Piedade levou à construção de uma capela próxima ao Rio Pirapora. Assim, no dia 20 de maio de 1840, era fundado o que hoje é conhecido como município de Piedade.

Situada na região metropolitana de Sorocaba, à 130 Km da capital paulista, a cidade tem pouco mais de 55 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Tendo a agricultura como carro chefe da economia – 60% do quadro econômico – Piedade é o município que mais fornece produtos agrícolas para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, o Ceagesp.

O Plantando Águas chegou nessa região em 2013. A cerca de mil metros de altitude, o projeto implementou fossas sépticas biodigestoras e Sistemas Agroflorestais (SAF), beneficiando 32 famílias de pequenos agricultores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentre estas propriedades, está uma das que mais atrai turistas para a região. O pomar de caquis da dona Fumiko Sakaguti abre seus portões anualmente para visitantes provarem os suculentos frutos avermelhados.

A bachan - avó em japonês - é uma autêntica piedadense: “Aquele rio Pirapora, quando eu era criança aprendi a nadar naquele lá, que eu morava perto”, comenta sorridente. Ela conta que se mudou para o sítio em 1970, logo depois de se casar. A propriedade é da família do marido desde a década de 50.

“Aqui, depois que chove sempre fica assim, branquinho. Mas quando dá tempo bonito dá tempo bonito”, descreve Fumiko, contemplando o céu nublado no final da tarde. O clima favorece a produção de caquis. Além do famoso Fuyu, visitantes encontram os tipos Coração-de-boi, Taubaté, Rama Forte e Chocolate. Ao todo, são mais de mil pés.

Entre março e abril, nos finais de semana e feriados, o sítio da família Sakaguti se transforma no Colha e Pague do Kaki Fuyu. “Ano passado, passou de 12 mil visitantes!”, fala dona Fumiko ainda impressionada com o sucesso.

 

 

 

 

 

 

 Fumiko Sakaguti abriu o pomar para consumidores após seu marido se acidentar e ficar impossibilitado de colher

O empreendimento começou há 13 anos, quando o senhor Sakaguti sofreu um acidente enquanto tratava toras de eucalipto - a outra fonte de renda da família. Após cair de uma escada e fraturar algumas costelas, ele não pode mais trabalhar. Dona Fumiko se viu então em uma situação bastante difícil.

“Na época, eu estava fazendo um curso de turismo no Senai. Fiquei pensando no que eu faria, porque meus filhos estavam todos no Japão, só tínhamos eu e meu marido aqui. Pensei: ‘existe pesque e pague, será que colhe e pague não dá certo?!’”, recorda Fumiko. Ela falou da ideia com professoras do Senai e colegas de curso, que a ajudaram a fazer o primeiro evento dentro de um mês. “O tempo passa tão rápido, logo estávamos no segundo, no terceiro... até hoje.”

O esgoto da propriedade é tratado com as fossas biodigestoras. Esta técnica gera um biofertilizante que a família Sakaguti utiliza na plantação. Quando questionada se o insumo traz diferença na produção, a bachan retruca: “achei que não daria caqui esse ano e está carregado agora!”.

O Plantando Águas auxilia na instalação de uma segunda fossa biodigestora no sítio, para fins educativos. E o próximo passo é a implantação de um Sistema Agroflorestal junto a plantação de eucaliptos.

 

INFORMAÇÕES de contato do Colha e Pague Caqui Piedade:

Facebook: Colha e Pague Caqui Piedade

Google Maps: Sítio Sakaguti

Celular/Whatsapp: (15) 3244 2973

Telefone: (15) 99774 5128

Email: familiasakaguti@gmail.com 20

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