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Fundo Itaú Ecomudança

Adequação Ambiental e Agroecologia no Assentamento 23 de Maio

Este projeto foi uma ação pioneira da Iniciativa Verde na implantação de agroflorestas produtivas em áreas protegidas – Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL), conforme previsto na legislação para áreas de agricultura familiar. Financiado pelo Fundo Itaú Ecomudança e realizado entre 2011 e 2012, teve como objetivo instalar dez hectares de agroflorestas e desenvolver atividades de formação com os agricultores familiares apoiando o processo de transição agroecológica no Assentamento 23 de Maio, administrado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no município de Itapetininga (SP).

A maior parte das reservas e das APPs do assentamento, estabelecido em 2005 em uma antiga fazenda de gado, estava degradada. Assim, o resultado foi o desenvolvimento de ações de extensão rural agroecológica com o objetivo de estimular uma visão de sustentabilidade na atividade agrícola dos assentados. Os principais parceiros do projeto foram o INCRA, responsável pelo assentamento, e o Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus Sorocaba. Ao todo 17 famílias se envolveram gerando uma experiência importante para os todos. O que, aliás, amparou posteriormente a preparação do Projeto Plantando Águas (realizado pela Iniciativa Verde em parceria com cerca de 20 instituições e patrocinado pela Petrobras).

Contexto

Quando foi criada em 1988, a Fazenda Boi Gordo prometia lucros para os investidores, a aplicação de dinheiro para a engorda dos bois atraiu muita gente no fim dos anos 1990. A oferta de rentabilidade chegou à marca de 38% ao ano. Ao final, descobriu-se que tudo não passava de um grande golpe, um dos maiores já aplicados no Brasil.

Hoje, a fazenda é um assentamento dividido em pequenas propriedades ocupadas por 43 famílias. No lugar da pecuária que não deu certo, os agricultores agora plantam grãos e hortaliças e realizam o sonho de viver em sua própria terra.

O trabalho é árduo: parte do solo estava degradado e os rios e os córregos assoreados pelos anos de produção pecuária. Ambos precisaram ser recuperados para garantir o futuro dessas pessoas e o fornecimento de alimentos de qualidade para a região.

Seguindo os preceitos da agrofloresta, foram plantadas árvores nativas e frutíferas de maneira planejada e levando em conta a interação harmônica entre aspectos ecológicos, legais, produtivos e características funcionais de grupos de espécies de mudas. Tudo para que os agricultores tenham uma terra adequada para plantar preservando e utilizando de modo sustentável os recursos naturais disponíveis.

Além disso, o projeto contribuiu para a fixação de 3.500 toneladas de CO2 equivalente mitigando o aquecimento global por meio de uma visão que muda os padrões de uso do solo e incrementa a agricultura de base ecológica. Projetos como este devem servir de exemplo para que se façam mudanças fundamentais estabelecendo novos parâmetros mais sustentáveis para a produção agrícola brasileira.

Adequação Ambiental e Agroecologia no Assentamento 23 de Maio


Adequação Ambiental e Agroecologia no Assentamento 23 de Maio


Adequação Ambiental e Agroecologia no Assentamento 23 de Maio