Nosso compromisso é compensar emissões de gases do efeito estufa (GEE) emitidos por atividades do homem – do simples ato de dirigir um carro aos mais sofisticados processos industriais – com o plantio de árvores em matas ciliares que estão à espera de reflorestamento. As árvores absorvem carbono da atmosfera e preservam o solo, a água e a biodiversidade.


O efeito estufa

É um fenômeno natural e imprescindível para a vida em nosso planeta. Os chamados Gases do Efeito Estufa (GEE) formam uma espécie de película que aquece a terra em média 33 graus Celsius na superfície da Terra, o que permite a presença de água no estado líquido e, conseqüentemente, o desenvolvimento da vida como a conhecemos. Se esses gases simplesmente não existissem esta temperatura média cairia para 18 graus negativos, inviabilizando o desenvolvimento da maioria das espécies existentes hoje.

Ilustração do efeito normal

Sol emite radiação na direção da terra. Parte dessa radiação é refletida pela atmosfera e volta para o espaço. Da radiação que entra na atmosfera, parte é absorvida pela terra e parte é refletida na forma de radiação infravermelha - essa radiação infravermelha atravessa a atmosfera rumo ao espaço, porém, parte dela é bloqueada e refletida novamente para a terra, principalmente pelos gases estufa. Este fenômeno é o Efeito Estufa.

Gases Estufa

CO2 - Dióxido de Carbono

CH4 - Metano

N2O - Óxido Nítrico

PFCs - Perfluorocarbonos

HFCs - Hidrofluorocarbonos

SF6 - Hexafluoreto de Enxofre

Quando o efeito estufa vira aquecimento global

O efeito estufa sozinho não é um vilão, o problema é o agravamento do efeito estufa. Ilustração do efeito estufa Pense bem: se a tarefa dos GEE é reter o calor na terra, quanto maior a concentração desses gases maior o calor armazenado por aqui. O resultado é o aquecimento global.

Nos últimos sessenta anos, a quantidade de dióxido de carbono emitida pelo homem, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis, fez com que sua concentração na atmosfera saltasse de 280 ppm (partes por milhão), na era pré-industrial, para 379 ppm, segundo as últimas medidas feitas na estação de Mauna Loa, no Havaí (Martins, 2004).

O Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), órgão ligado à ONU que reúne cerca de 2.500 cientistas de mais de 130 países e é considerado a maior autoridade mundial no assunto, previu, em 1996, que as emissões globais de CO2 podem aumentar de 7,4 GtC/ano (7,4 x 109 toneladas de carbono por ano), índice de 1997, para cerca de 26 GtC/ano em 2.100, caso não sejam adotadas medidas que contribuam para a redução de emissão de GEE.

O Alarme só ressonou em escala mundial com os relatórios do IPCC divulgados no primeiro semestre de 2007. O texto prevê que a temperatura média do planeta aumente entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século. Para se ter idéia do problema, um acréscimo de 2ºC à média da temperatura global dos anos 1980 e 1990 pode significar o desaparecimento de até 30% das espécies do planeta.

A escassez de água e alimentos e a propagação de doenças são outras ameaças eminentes, assim como o aumento de tempestades, enchentes e erosões em algumas partes do mundo, enquanto outras podem sofrer com a seca. De acordo com pesquisa realizada com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e incluída em relatório do WWF, uma área de 30% a 60% da floresta Amazônica pode se transformar em uma savana, caso a região fique mais quente e seca. A desertificação pode resultar na perda de até 50% das terras agrícolas na América Latina, segundo o IPCC. O calor exacerbado ainda pode derreter geleiras e aumentar o nível do oceano entre 20 cm e 60 cm até o fim do século, segundo as previsões do IPCC, o que poderia ocasionar a submersão de cidades inteiras.

A responsabilidade de cada um. A partir da Revolução Industrial (iniciada na Inglaterra na metade do século 18), nossa sociedade adotou a lógica da exploração desenfreada dos recursos naturais do planeta, principalmente dos recursos não-renováveis. Pense bem: se você compra um tênis cuja matéria-prima não pode ou, por algum motivo, não é reciclada, quando este tênis ficar velho será descartado, aumentando a pilha dos lixões nas cidades e criando a necessidade de que mais matéria-prima bruta seja extraída da natureza para fabricar um outro tênis, igualzinho àquele que você comprou. Isso, sem contar o ônus que o processo de produção, distribuição e comercialização de um simples tênis pode trazer à natureza. Afinal, além da matéria-prima, gasta-se energia elétrica e combustível para transporte, só para citar exemplos

Agora, pense em sua casa: somente no período da manhã, quantos recursos naturais do planeta são exigidos para que você cumpra sua rotina normalmente? Da torradeira que você liga no café-da-manhã à água que desce pelo ralo durante o banho. Depois, na ida ao trabalho: do dióxido de carbono emitido quando você arranca o carro, ou mesmo quando é o motorista do ônibus que pisa no acelerador, à energia elétrica do elevador que você pega para chegar ao escritório onde, logo logo, você irá ligar o computador. Está vendo só, como todos nós temos, em maior ou menor grau, a ver com as mudanças climáticas? Então, o mínimo que pode ser feito, é tentar dividir a conta que costuma sobrar somente para a natureza.

Principais atividades que emitem Gases do Efeito Estufa (GEE), em especial CO2:

Queima de combustíveis fósseis (como óleo diesel, gasolina e carvão) nos processos industriais e no funcionamento de meios de transporte como carro, ônibus, caminhão e, principalmente, avião. Um combustível fóssil é resultado do acúmulo de biomassa no sub-solo ao longo de milhões de anos. Ao ser extraído e queimado, ele libera o carbono que armazenava numa fração de tempo inúmeras vezes menor do que a que o carbono gasta para se transformar em mineral novamente. Nesse meio tempo, o carbono se acumula na atmosfera em forma de gás, ou seja, de CO2.

A derrubada e a queimada de árvores, decorrentes principalmente de práticas agrícolas. Neste processo, o carbono retido na madeira da árvore é liberado em forma de CO2. O desmatamento na Floresta Amazônica, é responsável por 2/3 das emissões brasileiras de CO2. Segundo o IPCC, 550 milhões de toneladas de gás carbônico poderiam deixar de ser despejadas na atmosfera se o desmate fosse reduzido nas Américas do Sul e Central.

Uso de energia elétrica nos processos industriais e nos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos.

A não-reutilização ou não-reciclagem de materiais e produtos, o que obriga a exploração de matéria-prima bruta na natureza e a um novo processo de fabricação, transporte e comercialização.


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