Iniciativa Verde testa bioinsumo sintrófico para aumentar sobrevivência de mudas na restauração

Iniciativa Verde testa bioinsumo sintrófico para aumentar sobrevivência de mudas na restauração

Categoria(s): Vale do Ribeira, Pesquisa

Publicado em 13/08/2026

A Iniciativa Verde apresentou na SOBRE2026 os resultados preliminares de um estudo sobre o uso de bioinsumo sintrófico em projetos de restauração ecológica. A pesquisa, conduzida no Parque Estadual do Rio Turvo, em Cajati (SP), avaliou o efeito do fertilizante orgânico Sintrófico-Nativas no desenvolvimento inicial de mudas nativas, em uma área de 7,83 hectares com relevo acidentado e difícil acesso.

O bioinsumo, produzido pela empresa Biodiversita, é composto por microrganismos e extratos vegetais e tem a proposta de contribuir para a regeneração do solo degradado. Para tanto, o produto deve promover uma simbiose benéfica entre solo e planta e aumentar a absorção de nutrientes. A aplicação foi feita durante o plantio de mudas, em abril de 2025, com espaçamento de 3x2 metros. O produto foi misturado ao hidrogel e distribuído em 200 ml por cova.

Monitoramento de mudas plantadas com o bioinsumo

Para avaliar os resultados, a equipe da Iniciativa Verde instalou quatro parcelas fixas de monitoramento em diferentes posições topográficas (alta, média e baixa). Foram mensurados altura, mortalidade e vigor das mudas em dois momentos: 30 dias e 180 dias após o plantio.

Resultados promissores

Os dados preliminares indicam que o bioinsumo promoveu maior crescimento em altura (+14,35 cm aos 30 dias e +11 cm aos 180 dias), incremento no diâmetro do coleto (+2,53 mm) e melhor vigor aparente das mudas. Observou-se também menor mortalidade nas parcelas com aplicação do produto. O efeito foi consistente em diferentes posições topográficas, com maior crescimento em áreas baixas e desempenho estável nas demais condições.

De acordo com os pesquisadores, o uso do bioinsumo tem demonstrado potencial para aumentar o sucesso da restauração, contribuindo para o estabelecimento das mudas e reduzindo perdas. No entanto, a equipe ressalta que ainda é necessário um acompanhamento por maior período e uma análise futura sobre o comportamento das diferentes espécies.

A pesquisa integra o Projeto Cajati XI, da Prateleira de Projetos do Programa Nascentes, e contou com a participação dos pesquisadores Jeferson da Silva Cabral, Ana Carolina Cardozo, Jaqueline Souza, Margareth Nascimento, Roberto Resende e César Camargo. Os resultados contribuem para o avanço do conhecimento sobre técnicas que podem aumentar a eficiência da restauração florestal, especialmente em áreas de difícil acesso, onde as perdas de mudas costumam ser maiores.

Você pode acessar o banner da pesquisa clicando aqui

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